Re/vis-à-vis/ta.
A lida cotidiana do design gráfico.

Disponibilizo neste espaço algumas discussões sobre o design gráfico. Como introdução, trago o projeto de dissertação que desenvolvi sob a orientação do Prof. Dr. Paulo B.

Em linhas gerais, o estudo propõe dar a conhecer as intrincadas relações entre cultura e design gráfico. Discutir o papel do designer gráfico na sociedade contemporânea a partir da investigação sistematizada dos artefatos como meio para promover e potencializar o capital cultural de um indivíduo. A dissertação reivindica uma suposta função sociocultural do design gráfico enquanto instrumento catalisador da cognição humana. Explora o poder de significação dos artefatos ao evidenciar a dimensão qualitativa dos projetos e procura estabelecer parâmetros para a avaliação do “bom design”. Como objeto empírico, é analisada a revista serrote. A publicação periódica subsidia a construção das bases conceituais que compatibilizam a qualidade do projeto de design gráfico e o desenvolvimento das inteligências humanas.

Ao estabelecer a correlação existente, ainda que contingente, entre o design gráfico da revista serrote e o desenvolvimento do pensamento, a pesquisa esclarece que a experiência no uso dos artefatos promove, dentre outros, a apropriação, compatibilização, articulação e metamorfose dos sentidos configurados no projeto. Com isso, visa alcançar o entendimento de que o artefato de design gráfico – na forma de dispositivos gráfico-editoriais – promove uma ambígua reflexividade no usuário-leitor.

Eu me desculpo por quaisquer erros de digitação, ortografia ou linguagem existentes. Caso encontre algum, por gentileza me comunique pelo eu(at)amodesign.com.br. Se desejar fazer o download, aqui está [pdf].

Esse projeto foi premiado na categoria “Trabalhos Escritos Não Publicados” do 31º Prêmio Museu da Casa Brasileira. O parecer da comissão julgadora, que transcrevo a seguir, me deixou imensamente orgulhoso.

“O autor se propõe a discutir o design como vetor de informação e conhecimento. A partir de boas referências e citações desenvolve um texto fluído sobre o papel do design gráfico na construção da cultura contemporânea onde a visualidade é proeminente. É um trabalho aplicado, que oferece rico panorama de reflexões de pensadores, de Benjamin a Flusser, de Eagleton a Certeau, presente em todo o conteúdo verbal, e, a proposta de evidenciar alguns dos inúmeros nexos entre design gráfico e cultura, é sem dúvida generosa.

A prodigalidade de textos lidos e citados expõe a quantidade e qualidade de pesquisa do autor, que desenvolve um texto fluído sobre o papel do design gráfico na construção da cultura contemporânea. A revista Serrote é adotada como case e analisada como objeto empírico, buscando correlação entre o design gráfico e o desenvolvimento do pensamento, visando evidenciar que experiência no uso dos artefatos promove, dentre outros, a apropriação, compatibilização, articulação e metamorfose dos sentidos configurados no projeto, conforme os objetivos propostos no mestrado.”