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DIEGO BELO


Designer gráfico, jardineiro, sushiman, bibliófilo.

Especialista em Processos Criativos em Palavra e Imagem (PUC Minas). Graduado em Comunicação Social pela UFMG, habilitação em Publicidade e Propaganda e formação complementar em Belas Artes, com ênfase em Artes Gráficas. Atualmente cursando Especialização em Gestão – ênfase em Negócios e Pessoas – na Fundação Dom Cabral.

Designer gráfico na Greco Design.


AMO. BH, BRASIL.
+55 31 9171 9970
eu(at)amodesign.com.br


 
 
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PALÁCIO DAS ARTES: MADAMA BUTTERFLY


Inegavelmente, a cultura cartazista é uma das mais ricas e profunda experiência de design. Penso o cartaz como uma peça que não grita. Pelo contrário, murmura, atrai e abraça.

Madama Butterfly narra o amor de uma gueixa abandonada por um marinheiro. Nós, na Greco, elegemos o (re)encontro como fio condutor para a comunicação e buscamos retratar a esperança (ou seria ilusão?) desse momento.

Procuramos trabalhar em duas vertentes para gerar as soluções. A primeira, inspirada pelo indescritível Seascape do fotógrafo japonês Hiroshi Sugimoto, o horizonte marinho é retratado, no que pode ser definido como uma iminência poética.

A segunda versão ilustra uma passagem da Ópera, promessa do americano para a gueixa, e representa, esteticamente, outra ótica possível.

Não dá para deixar de narrar um acontecimento ocorrido na apresentação do projeto para o maestro regente, Gabriel Rhein-Schirato. Ao ver o cartaz do horizonte marinho, ele o traduziu e começou a cantarolar um trecho da Ópera, numa mágica relação sinestésica com a qual nunca imaginei possível ocorrer em um projeto que participara.

Gustavo Greco e Laura Scofield alicerçaram a elaboração, condução e refinamento de todo o processo. O Alexandre manipulou as imagens.


 
 
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FÁBIO BELO


Psicanalista, professor, pesquisador e meu irmão. Difícil dizer o que tornou o projeto mais complexo.

Nas palavras do próprio Fábio Belo:

“A questão da identidade é complicada no universo da psicanálise porque ela mexe com o imaginário. Então, tenha em mente algumas coisas:

- o nome é um significante aportado pelo outro; talvez não esteja aí o principal, o mais claro do sujeito.

- o narcisismo se sustenta pelo olhar e pela palavra do outro: é o outro que me diz: “tu és” e me mostra no espelho. Sou a partir dessa alienação fundamental.

- mas o outro não me mostra na fenomenologia da minha imagem, na aparência… não: ele me mostra tal como ele queria me ver ali, a partir do seu inconsciente… por isso toda imagem que temos de nós mesmos é, a princípio, ilusória, digna de muita desconfiança… De repente, nos descobrimos em outro lugar, numa outra cena… que não aquela dita de forma consciente.”

Incrível! Mas, em princípio, irrepresentável, não é mesmo!? Sorte a minha que, na mesma época, estava relendo o espetacular O mundo Codificado, de Vilém Flusser. Juntar e misturar as ideias do Flusser com os objetos impossíveis, foi o de menos.

Esse projeto é de 2010. Penso no resultado final como uma tentativa ambiciosa de representação.


 
 
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VÓJOVINA


O Buffet Vó Jovina desejava mais do que uma revitalização na marca. O objetivo do trabalho era pensar estrategicamente a atuação do Buffet, focar no público feminino com alto padrão de consumo e grau de exigência elevado.

O ponto forte do Buffet são os doces. E havia o interesse de manter, explorar e absorver as características da figura da Avó e suas relações.

A primeira alteração – que parece sutil, mas é extremamente relevante – foi a alteração do nome. Dalí em diante, o Buffet deveria adotar um tom institucional e apresentar o nome antes do segmento de negócio e se dirigir de forma informal, sempre que possível com o nome grafado em caixa baixa: vójovina buffet. Os naperons surgiram no processo de pesquisa e acabaram servindo, literalmente, de pano de fundo para o logo.